Pensando em fazer um intercâmbio na Nova Zelândia? Acredite, o país se tornou um dos grandes focos da mídia internacional após o eficiente combate ao coronavírus, tudo diante da gestão da primeira-ministra Jacinda Ardern, que foi considerada a líder mais eficiente do mundo no combate ao vírus. O país enfrentou um forte lockdown, que teve uma ótima consequência. Foram apenas 22 mortos pelo vírus no país. Mesmo que consideremos que a população do país é de apenas 5 milhões de habitantes. Em proporções, para que se tenha uma ideia do sucesso de Jacinda ao combater a pandemia, é o mesmo que o Brasil tivesse tido em torno de mil mortes em razão do vírus, e não as mais de 100 mil, que infelizmente alcançamos, até o momento.
Ao passo que, com os holofotes no país, a Nova Zelândia passou a ter uma alta na procura, tanto para quem viajará a turismo, quanto para quem deseja realizar um intercâmbio. Neste artigo você confere várias curiosidades sobre o país, além de informações sobre algumas das principais cidades neozelandesas para se estudar: Auckland, Wellington e Queenstown.
Qualidade de Vida
São diversos os rankings de melhores lugares em qualidade de vida, nos quais a Nova Zelândia se enquadra. É comum nessas listas encontrarmos Auckland e Wellington como duas das 10 melhores cidades do mundo para se viver.
Não poderia ser diferente, afinal, é um país que valoriza acima de tudo, a vida humana. Desde crianças os kiwis (como são chamados os neozelandeses) aprendem muito sobre respeito e diversidade. Diferente da maioria dos países, a Nova Zelândia integra a população da cidade aos maoris, o povo nativo das ilhas do país. É comum ver nos grandes centros uma interação amigável e diária entre os dois povos. Assim como nas escolas, onde os estudantes aprendem tanto o idioma maori, quanto o inglês. E não menos importante, aprendem a respeitá-los e a valorizar sua história.
Além disso, o país tradicionalmente incentiva que as pessoas valorizem o tempo livre que tem. Aproveitem para que, após o trabalho, vivam a vida. Vá fazer um piquenique no parque, ou pegar um sol na praia, entrar no mar, ou até mesmo, apenas sair com os amigos para algum bar ou restaurante. É aquela ideia que aqui no Brasil, em muitos casos, parece tão distante… Trabalhe para viver. E não o contrário.
Hernani Giunge, 29 anos, brasileiro que morou por mais de dois anos no país, destaca que todo mundo que conheceu na Nova Zelândia, tem um hobbie. Por lá as pessoas querem viver a vida, aproveitar o tempo que tem disponível. Ele também nos passou diversas dicas sobre o país, que você pode conferir no decorrer do artigo!
Exemplo em Honestidade
Os índices de corrupção na Nova Zelândia são extremamente baixos, o país é considerado um dos menos corruptos do mundo. A cultura de separação entre o setor administrativo e o setor político acaba sendo um fator que ajuda para que os desvios de dinheiro público não sejam uma prática comum.
Vale ressaltar que, os serviços públicos são bastante eficientes e há uma transparência envolvida em todos os processos; a população é tida como o cliente máximo, que precisa ser atendido com qualidade e de modo desburocratizado, ágil e honesto.
Giunge também destaca uma curiosidade interessante. O país foi o primeiro do mundo a permitir que as mulheres votassem. Igualdade é um dos pontos focais do país. A população corre atrás para que, cada vez mais, cheguem próximo de uma igualdade real.
Natureza em abundância
Sem dúvidas, um dos melhores destinos para quem gosta de natureza. Boa parte do país é coberto por florestas intocadas. A Nova Zelândia é dividida em duas ilhas, a norte e a sul. Em ambas, é possível encontrar um cenário mais deslumbrante que o outro. Vale destacar que o país já foi cenário de diversos filmes mundialmente famosos, como é o caso do Senhor dos Anéis e o Hobbit.
Outra curiosidade sobre o país, é que a população de ovelhas que vive por lá, é consideravelmente maior do que a de seres humanos. Enquanto as pessoas não chegam a 5 milhões, as ovelhas são em mais de 40 milhões. O que costuma atrair turistas para tirar umas fotos, principalmente em regiões com milhares de ovelhas vivendo livremente.
Hernani diz que a relação das pessoas com a natureza também é muito próxima. A população tem a cultura de proteger a natureza como pouquíssimos países. Inclusive, na imigração, eles checam até mesmo se a sola das botas tem algum resquício de vegetação que não é do país, para preservar a natureza local.
Intercâmbio na Nova Zelândia
Já pensou em morar em um dos melhores países do mundo (em diversos aspectos) e ainda aproveitar para ter uma experiência cultural que vai ficar marcada na sua vida pessoal, profissional e acadêmica? Acredite, a Nova Zelândia é um dos principais destinos para quem deseja estudar em um país de língua inglesa. Vamos citar rapidamente, para que você tenha uma base, sobre os tipos de programas de intercâmbio que estão disponíveis por lá, para em seguida, falarmos sobre as principais cidades.
Estudar Inglês na Nova Zelândia
Uma possibilidade para quem tem um período curto e quer aprimorar o idioma, é estudar inglês. Na Nova Zelândia é possível realizar intercâmbio a partir de 2 semanas de duração. Mas sendo muito honesto, pensando no investimento que será feito, vale a pena tentar juntar 30 dias de férias e realizar um intercâmbio de 4 semanas.
Existe a possibilidade de entrar como turista no país, e brasileiros não precisam de visto para ficar até 3 meses na Nova Zelândia, apenas do ETA, uma autorização online que custa menos de NZD$15,00. Dependendo da sua disponibilidade e pensando em uma experiência totalmente focada no idioma, você poderá fazer entre 2 e 12 semanas de intercâmbio. As acomodações variam, mas a grande maioria das escolas disponibiliza a opção de casa de família ou residência estudantil. Contate um especialista em educação internacional para conferir os detalhes sobre cada uma.
O Hernani teve a oportunidade de visitar as principais escolas de inglês em Auckland. A antiga Embassy (agora EC), LSI, Kaplan e NZLC. Alguns dos destaques que ele frisa são:
- O prédio amplo que a LSI fica localizada, com bastante espaço para os estudantes;
- Já a NZLC, ele diz que a receptividade foi incrível, eles têm dois prédios em uma região bem central da cidade. Sentiu uma vibe muito boa. Um dos prédios é focado para os exames e o outro em General English. E, inclusive, eles têm parceria com uma instituição para que os alunos possam fazer um curso de barista, que na Nova Zelândia pode ser bastante útil;
- A Kaplan fica próxima ao museu de Auckland. O prédio da escola é um antigo casarão e com um imenso jardim, onde os estudantes fazem esportes e interagem.
High School na Nova Zelândia
Para adolescentes que desejam fazer uma parte do ensino médio, ou até mesmo o período completo, é uma possibilidade. Para esse programa a acomodação mais comum é a homestay (casa de família). Existem alguns pré-requisitos, como por exemplo, ter um inglês intermediário e boas notas nos 3 últimos anos acadêmicos.
Sem dúvida, o investimento para esse tipo de programa costuma ser mais alto do que para os outros. Por outro lado, o estudante poderá ficar um semestre ou um ano acadêmico inteiro, realizando um intercâmbio de longa duração em um dos países com a melhor educação do mundo.
Hernani teve a oportunidade de participar das orientações no começo e no meio de 2018, junto aos alunos da Experimento que fizeram o programa por lá nesse período. A orientação é um diferencial bem completo, são 2 dias de orientação, com uma equipe da Discovery NZ, totalmente em português, algo que dá um amparo inicial para os estudantes. São informações que vão desde cartão de telefonia, cartão de transporte, até detalhes do que pode e não poder ser feito durante o programa.
Além disso, nas férias (school holiday), os estudantes tem a opção de contratar uma viagem pela Ilha Sul junto a organização, que dura em torno de 8 dias. Algo que o Hernani também fez, como guia dos alunos. Os estudantes costumam adorar essa parte do intercâmbio. A interação é bem grande. É também uma oportunidade para conhecer lugares incríveis do país.
Intercâmbio de Férias passando pela Nova Zelândia
Um intercâmbio de férias que combina a Austrália + Nova Zelândia, para adolescentes entre 15 e 17 anos, que acontece sempre em janeiro. Isto é, os estudantes ficam 3 semanas estudando em Sydney, na Austrália. E, em seguida, fazem uma viagem de uma semana pela Nova Zelândia, conhecendo várias cidades incríveis do país. Tudo isso, com curso, alimentação, transporte, guia falante de português e muito mais. É um daqueles programas de intercâmbio para os pais ficarem mais tranquilos. Aos que tem filhos e querem um acompanhamento mais de perto, é uma excelente opção.
Apesar de ser um programa que inclui apenas uma semana de Nova Zelândia, costuma ser um período bastante intenso, onde os alunos viajam todos os dias e aproveitam muito do melhor que o país tem a oferecer. Costuma ser uma ótima alternativa para os adolescentes que não podem ficar um semestre ou um ano fora, e ainda assim tem o sonho de conhecer o país – sendo que, nesse caso, conhece dois países.
Intercâmbio de Estudo + Trabalho na Nova Zelândia
Esse é um dos queridinhos entre os brasileiros. A Nova Zelândia é um dos poucos países ao redor do mundo que possibilitam que o estudante, maior de idade, que vai para ficar um longo período no país, possa trabalhar legalmente.
O programa de estudo + trabalho é possível tanto para estudantes que vão realizar um curso de inglês de longa duração, quanto para estudantes que vão fazendo um curso profissionalizante, graduação ou pós-graduação.
Processos do Intercâmbio de Estudo + Trabalho na NZ
- O estudante precisa se matricular em uma escola de categoria 1, por no mínimo 14 semanas. Pela minha experiência, sempre recomendo o mínimo de 16 semanas de estudo (que são em torno de 4 meses);
- A carga horária mínima, precisa ser de 20 horas semanais de estudo;
- Estudando inglês o aluno pode trabalhar 20 horas por semana durante o período do seu visto;
- Para os cursos profissionalizantes (Level 5+), o estudante pode trabalhar 20 horas por semana durante as aulas e 40 horas durante as férias;
- Nenhum aluno embarca já empregado, pelo contrário, é importante saber que dependerá de você a procura pelo emprego;
- Estudantes que fazem uma graduação (Leve 7) ou mestrado (Level 8) recebem o Post Study Open Work Visa por um período de 1 a 3 anos, dependendo do curso.
Obs: É um fato que para fazer esses tipos de cursos você precisa de um inglês avançado/fluente, além de ter disponível um alto valor para investir; - Para qualquer programa de estudo + trabalho na Nova Zelândia, você viaja com visto de estudante e o indicado é realizar o processo junto a um despachante;
- Sobretudo, visto de partner (conjugê) do estudante somente é possível para alunos de level 7+;
- Para os estudantes que poderão trabalhar, é bacana saber que, inegavelmente, o salário mínimo do país é um dos maiores do mundo, em agosto de 2020 estava em NZD 17,70 / hora.
Para entender melhor o funcionamento de cada um dos programas e também conhecer as melhores opções que tenham a ver com o seu perfil, recomendo que fale com um consultor da Experimento. A agência tem um atendimento completamente diferenciado das outras e foca totalmente em algo personalizado para o que você procura, é muito legal e pode te ajudar muito com os seus planos!
Não menos importante, mas já tendo citado alguns dos aspectos sobre o país, vale destacar algumas informações e dicas de três das principais cidades para fazer intercâmbio na Nova Zelândia, confira a seguir!
Auckland
Auckland é a cidade mais populosa da Nova Zelândia e é um pólo multicultural de gastronomia, música, artes e cultura. A cidade conta com mais ou menos 30% da população total do país. E, ao contrário do que muitos pensam, não é a capital.
Contudo, também é conhecida como “A Cidade das Velas “, Auckland se espalha pelas montanhas vulcânicas e pelas construções feitas pelo homem, oferecendo uma belíssima mistura de maravilhas naturais e aventuras urbanas. A cidade conta ainda com temperaturas amenas, não tão quentes no verão, e não extremamente frias durante o inverno.
Um dos muitos pontos positivos, que vale destacar sobre Auckland, é a facilidade de locomoção. Não só com o transporte público, que funciona muito bem, mas também de bicicleta, carro ou até mesmo a pé, é fácil chegar na maioria dos bairros da cidade. Para as pessoas que gostam de ter muito o que fazer, mas não gostam do caos de metrópoles enormes, pode ser uma excelente opção.
5 dicas do que fazer em Auckland
1 – Sky Tower Auckland
A Sky Tower, é um grande edifício em forma de agulha, um dos principais marcos da cidade e, a 328 metros de altura, é o edifício mais alto da Nova Zelândia. Se você estiver procurando um lugar para conferir panorama perfeito da cidade, sobretudo, o deck de observação – que você chega após utilizar um elevador de vidro – é o local ideal para tirar fotos, sendo possível enxergar a distância de 80 quilômetros em um dia sem nuvens.
Os neozelandeses são famosos por seus esportes radicais. Então, por que não transformar um dos principais pontos turísticos da cidade, em um local para a prática de um deles? Os visitantes podem visitar o Sky Walk, que fica do lado de fora do prédio, conta com 192 metros de altura em torno da torre, e aqueles que procuram uma adrenalina, podem pular da plataforma em um Sky Jump . Como está a coragem?
2 – Waiheke Island
Não poderíamos deixar de falar de um dos locais mais lindos da região de Auckland. Fica a apenas 35 minutos de viagem por ferry (que é um tipo de embarcação). De todas as ilhas do Golfo de Hauraki, a Waiheke Island é a mais popular para se visitar. Cerca de 8.000 pessoas vivem na ilha, e as aldeias da abrigam galerias de arte e uma próspera cultura de cafés, enquanto a costa tem muitas praias de areia branca.
Os fãs de história não devem perder a Reserva Histórica Stony Batter, com seu sistema de túneis subterrâneos escavados na Segunda Guerra Mundial, criado para o caso de Auckland ser atacada. Todavia, para aqueles que desejam ficar mais tempo, uma variedade de boas opções de acomodação estão disponíveis, desde chalés à beira-mar até pousadas.
3 – Arquitetura do Centro
O centro de Auckland pode, à primeira vista, parecer uma cidade completamente moderna. Mas, entre os prédios contemporâneos, existem vários exemplos excelentes de arquitetura antiga para os fãs de história. O imponente Ferry Building em Princes Wharf, por exemplo, foi construído em 1912 e forma um impressionante marco inglês-barroco na frente do porto. Ao lado do Ferry Building, está o Chief Post Office , projetado por John Campbell em 1911.
Além disso, não deixe de visitar o Tribunal Supremo de Auckland, na região de Waterloo, conhecido por sua alvenaria decorada, completa com torres e gárgulas, modelada no Castelo de Warwick, na Inglaterra. Tudo isso a apenas alguns minutos de distância, na região do City Centre.
4 – Praias da costa leste
A costa leste da cidade é repleta de lindas praias arborizadas, que são os melhores locais para nadar e tomar banho de sol, principalmente durante o verão. A praia de Takapuna , com vista para a Ilha Rangitoto do outro lado da costa, é uma das melhores faixas de areia da cidade e é bastante popular. Em contrapartida, nas proximidades estão Milford Beach e Cheltenham Beach (foto acima), que tendem a ser menos movimentadas.
Em suma, aos que gostam de tomar um sol, as duas últimas praias são uma excelente alternativa para quem procura um pouco de tranquilidade. De ônibus, do centro de Auckland, é possível chegar com mais ou menos uma hora de viagem.
5 – Aldeia Histórica de Howick
Os interessados no passado colonial da Nova Zelândia podem visitar a Howick Historical Village, inaugurada em 1980. Em síntese, esta fascinante recreação de uma vila colonial apresenta cerca de 30 edifícios históricos autênticos, que datam de meados do século XIX ao final do século XIX, que foram desmontados e reconstruído no local.
Além disso, os destaques incluem visitas guiadas, reconstituições e demonstrações apresentadas por guias e comerciantes fantasiados, além de um amplo jardim. Vale destacar também, que um café e uma loja de presentes (lembrancinhas) estão localizados na aldeia.
Curiosidades sobre Auckland
Hernani morou na cidade por 6 meses e cita algumas dicas aos visitantes e novos moradores:
- Mission Bay – É uma praia que foi desenvolvida pelo homem, é artificial. Mas aos que visitam, chega a ser difícil de acreditar que não seja natural. Tem algumas opções de restaurantes de frente para o mar com vista para a Ilha de Rangitoto. Fica a 15/20 minutos de ônibus do centro da cidade. É de fácil acesso e vale passar a tarde lá.
- War Memorium Museum – Estudantes não pagam a entrada e é uma visita que vale fazer. É possível aprender bastante sobre a cultura e história Maori, acompanhar um memorial de guerra da primeira e segunda guerra mundial. O segundo piso é todo de história natural;
- Mount Eden – É um vulcão inativo. Hoje na área que seria a cratera tem um grande gramado. Ainda é possível desfrutar de um visual bem legal da cidade;
- Rangitoto Island – É possível passar o dia todo na ilha. Vale alugar uma bicicleta, passear pela ilha, experimentando vinhos e conhecendo a região. Também tem praias muito tranquilas por lá. A viagem até a ilha ocorre de ferrie;
- Devon Port – É um morro da cidade que você pode subir e encontrar uns canhões antigos que foram construídos para proteger a cidade;
- Viaduct – A região da marinha, onde as velas ficam ancoradas. Também bastante conhecida pelos bares que são bastante populares na região;
- K Road – Guardadas as devidas proporções, é como se fosse uma Rua Augusta (São Paulo). É um local onde as mais diversas tribos se encontram;
- Viagens para Hobbiton e Tauranka e Waitomo Caves – Três regiões completamente diferentes, onde é possível viajar de Auckland para os três pontos. Algumas agências de turismo vendem viagens para todos estes locais;
- Viagem para Rotorua – A maior cidade Maori que vale a pena visitar.
Wellington
Apesar de não ser uma das cidades mais conhecidas do país, Wellington é a capital da Nova Zelândia. São pouco mais de 210 mil habitantes. Fica situada no extremo sul da Ilha Norte, entre um lindo porto e colinas repletas de muito verde. Aos que admiram belas paisagem, é uma escolha assertiva.
A região é sujeita a terremotos, relativamente frequentes, e que quase causaram a destruição da cidade nos anos de 1848 e 1855. Entretanto, a cidade está adaptada para a situação e já esteve por diversas vezes na lista das 10 melhores cidades do mundo para se viver. Eventualmente, já figurou como a melhor cidade do mundo. Há poucas áreas planas, por essa razão a maioria da população vive nas colinas, que estão espalhadas pela cidade. Aliás, devido aos fortes ventos que sopram na cidade vindos do estreito de Cook, a cidade é conhecida pelos neozelandeses como Windy Wellington.
Wellington é o centro de transporte e comunicações do país. Os serviços ferroviários e rodoviários se estendem a todas as partes da Ilha do Norte e os Picton ligam a capital à Ilha Sul. O aeroporto internacional da cidade é o ponto focal da rede de aviação interna do país. Vale enfatizar que, apesar de não ser a maior cidade do país, é o principal centro comercial, com ótimas oportunidades de emprego.
5 dicas do que fazer em Wellington
1 – Experiências Culturais de The Wharewaka
Depois de ver a superfície de Wellington, mergulhe profundamente em sua rica história em uma waka cultural ou em um passeio a pé com Te Wharewaka ou Pōneke. Esses passeios compartilham histórias do passado maori da cidade, e explicam como isso levou à sua cultura contemporânea.
Te Wharewaka o Pōneke é um prédio distinto localizado na Lagoa Whairepo, no local em que Te Aro Pā, uma das maiores comunidades Maori de Wellington até a década de 1880, estava localizada. Este edifício espetacular abriga também um café e um centro de eventos, além de ser o ponto de partida dos passeios.
2 – The Papa – O museu como nenhum outro
Classificado pelo Lonely Planet como um dos 500 lugares mais importantes do mundo, o museu nacional interativo da Nova Zelândia é, praticamente, uma visita obrigatória. Com seis andares de exposições interativas de ponta, alojados em um incrível edifício arquitetônico.
Mas se as palravas “museu nacional” evocam imagens de artefatos empoeirados em estojos de vidro, isso é porque você ainda não visitou o The Papa. A abordagem inteligente, contemporânea e bicultural, o coloca em uma liga própria e, ao contrário de muitos museus, a entrada geral é gratuita e aberta todos os dias, exceto no dia de Natal.
3 – Green Jersey Explorer Tours – Trilha para bicicleta em Remutaka
A Remutaka Cycle Trail é um dos grandes passeios, não só de Wellington, mas da Nova Zelândia. E, embora possa ser explorada de forma independente, se você sentir a necessidade de alguém lhe mostrando o caminho e o ajudando a ter uma melhor experiência, Green Jersey é para você. Eles podem oferecer opções de passeios sob medida, visitas guiadas e com suporte completo, dependendo do nível de conforto e do ritmo que você deseja seguir.
A trilha pode ser concluída entre 1 e 3 dias, mas é recomendado adicionar mais um ou dois dias para permitir que você explore Wairarapa de maneira mais completa. Uma visita à vila vinícola de Martinborough também é uma ótima opção. Para complementar, faça uma visita ao litoral para conhecer Ngawi, uma pitoresca vila de pescadores.
4 – O teleférico (bonde) de Wellington
Os cidadãos locais dizem que nenhuma viagem a Wellington é completa sem um passeio no famoso teleférico. A cada 10 a 15 minutos, conforme programado, o histórico teleférico vermelho sai de Lambton Quay e sobe pelas colinas de Kelburn. Na viagem de cinco minutos para cima, o teleférico sobe 120m por 612m, viajando por túneis e oferecendo vistas espetaculares da cidade abaixo.
Originalmente movidos a vapor quando começou em 1902 – os teleféricos, também conhecidos como bondes elétricos vermelhos, subiam e desciam a colina, por três túneis e mais de três pontes, várias vezes ao dia, desde então – parando apenas uma vez para uma atualização. Do topo da colina, você encontrará uma das imagens mais icônicas da cidade. Se você der sorte, poderá ter sua própria foto panorâmica de Wellington, com o céu azul, e com o teleférico ao centro.
5 – Cuba Street
Uma das ruas mais amadas e conhecidas de Wellington, a Cuba Street é um daqueles lugares onde todos são bem-vindos e se sentem em casa. É diversidade que fala, não é mesmo? Aliás, no vídeo acima é possível conferir uma narrativa de Blue Virtue, que mora na região. Ele nos leva a uma visita guiada à Cuba Street, para conhecer algumas das pessoas que dão à rua mais conhecida de Wellington sua vibrante e colorida reputação.
Há os cafés, as lojas de roupas vintage e os bares, e o que faz o local ser tão receptivo, pessoas das mais diversas tribos. É uma boa opção para qualquer refeição, seja o café da manhã, ou então almoço e jantar. Também uma excelente região para quem gosta e quer aproveitar uma balada, durante a noite. Sobretudo, é bastante vibrante e segura, onde a população LGBTI+ é mais do que bem-vinda.
Curiosidades sobre Wellington
Hernani passou uma semana na cidade, ele passou o St. Patricks Day por lá, e se recorda de alguns pontos para destacar:
- Cinema: Certamente, para os fãs da industria cinematográfica, Wellington é um dos polos globais de cinema e tem vários filmes sendo desenvolvidos por lá. O Peter Jackson (diretor de Senhor dos Anéis) tem um estúdio e uma loja na cidade. A visita na loja é gratuita, salvo caso queira visitar os estúdios, é possível comprar o ticket. O tour começa no Weta Cave;
- Mount Victoria: Uma montanha para ter uma vista completa da cidade. Uma boa pedida para os que gostam de fazer trilha;
- Link com a Ilha Sul: Quem deseja ir da Ilha Norte para a Ilha Sul, o ferrie sai de Wellington e a viagem dura em torno de 4 horas;
- Aos que pretendem pesquisar e ter mais informações sobre a cidade, o site Wellington NZ é uma excelente opção, apesar de estar totalmente em inglês, é um guia completo sobre a cidade, clique aqui para acessar.
Queenstown
Ao contrário das duas primeiras cidades que falamos no artigo, Queenstown fica na Ilha Sul da Nova Zelândia. É uma cidade de interior, com pouco menos de 30 mil habitantes. A primeira vista, muitos podem achar que por ser pequena, a cidade tem poucas coisas para fazer. Entretanto, não se engane, é uma das regiões mais populares do país para os que gostam de esportes radicais e esportes de neve como um todo.
Dessa maneira, é possível fazer passeios de barco pelo lago, ou saltar de Bungee jumping, Skydiver , Ski,Rafting, passeios pelas montanhas, praticar mountain biking, entre muitas outras opções. Contudo, é uma das cidades neozelandesas em que tem mais brasileiros, aproximadamente 3 mil (mais de 10% da população total da cidade). Essas pessoas trabalham em diversas áreas como hotelaria, construção e prestação de serviços. Aos que procuram uma comunidade grande de brasileiros, é uma ótima opção. Em contrapartida, se estiver fugindo de grupos grandes de brasileiros, vale focar nas duas primeiras cidades que falamos até aqui.
Em resumo, a cidade é muito popular entre os próprios moradores da Nova Zelândia, muitos vão em épocas específicas para aproveitarem e praticarem determinados esportes, que a região possibilita como poucas ao redor do mundo. Os dois momentos em que Queenstown fica mais cheia, é durante o inverno e durante o verão.
5 dicas do que fazer em Queenstown
1 – Skyline Gondola
Desfrute de uma experiência icônica em Queenstown e pegue a Gôndola até o Bob’s Peak, bem acima de Queenstown, até o complexo Skyline . Ou seja, do topo, é possível desfrutar de vistas panorâmicas dos Alpes do Sul e do lago Wakatipu. Por fim, descanse, e prepare-se para uma deliciosa refeição ou café no Market Kitchen Cafe e muito mais.
A visita ao Skyline Gondola é de fácil acesso, a base fica na região central da cidade. Por mais que você tenha qualquer dúvida ou dificuldade, é só perguntar para alguém na rua, que com certeza você perceberá o amparo com a melhor recepção que os neozelandeses tem para oferecer.
2 – A mágica do cinema na Nova Zelândia
Você sabia que alguns dos filmes de maior sucesso da história foram gravados em terras neozelandesas? Não apenas na região de Queenstown, mas também em outras cidades e, inclusive, na ilha norte. De fato, a apenas 45 minutos da cidade, fica Glenorchy . Num cenário de florestas intocadas e montanhas imponentes, é o lar de locais de filmagens de O Senhor dos Anéis , incluindo Isengard, Amon Hen, Floresta de Lothlorien, e as Montanhas Enevoadas e Ithilien.
Seja como for, as cadeias de montanhas da Nova Zelândia, rios selvagens e campos gramados proporcionaram o cenário perfeito para a trilogia de filmes O Senhor dos Anéis. Os locais de filmagem abrangeram mais de 150 pontos nas Ilhas do Norte e do Sul. Se você é fã de cinema, e também da saga, é uma visita para ficar na memória.
3 – Arrowtown
Arrowtown é um assentamento histórico vivo com muita coisa para contar. Um destaque especial é o assentamento chinês à beira do rio. Só para ilustrar, ela foi construída por mineiros chineses a partir de 1868, essa área de abrigos e prédios restaurados remete aos tempos antigos. Fica a apenas 20 minutos do centro de Queenstown.
O Lakes District Museum, na Buckingham Street, foi descrito como um dos melhores pequenos museus da Nova Zelândia. Dessa forma, é possível ver uma variedade de exposições divertidas que apresenta uma imagem autêntica do início da vida Maori no distrito de Southern Lakes.
4 – Queenstown durante as quatro estações do ano
Cada estação traz uma energia diferente para Queenstown, não apenas o verão proporciona fazer muitas atividades outdoor, caminhadas, aventura, refeições ao ar livre até tarde da noite e dias longos e quentes. À medida que as árvores transformam a bacia de Wakatipu, como também, o outono traz a colheita do vinho e é uma excelente época para visitar as vinícolas da região.
Uma vez que, contando com quatro áreas de esqui a 90 minutos do centro de Queenstown, oferecendo uma excelente experiência de esqui e snowboard de junho a outubro, todos os tipos de visitantes que procuram neve são atendidos. Seja como for, na primavera, a possibilidade de esquiar não termina, com a neve ainda não derretida, os dias vão ficando mais quentes, proporcionando um ambiente descontraído nas pistas. É na primavera que você pode aproveitar o melhor dos dois mundos, esquiando de manhã e jogando uma partida de golfe ou praticando mountain bike à tarde.
5 – Pular de Bungee Jump
Não podíamos finalizar as dicas da cidade, sem citar esse esporte radical. Queenstown possui diversos pontos de salto de bungee jump. É isso mesmo que você leu, diversos, não apenas um ou dois. Incluindo um estilo de salto super diferente, chamado de swing jump, que é como se fosse um “balanço” nas alturas, ao invés de somente um salto. Abaixo você confere alguns dos principais locais onde você poderá se aventurar:
Kawarau Bridge Jump: Primeiro do mundo, é também o único de Queenstown que acontece em uma ponte;
The Ledge Bungy: Fica no alto do Bob’s Peak (aquele da gôndola). Além de ficar no alto da montanha, esse salto permite acrobacias por conta da maneira que a corda é presa ao corpo, possibilitando mais liberdade;
The Nevis Bungy: Um dos mais altos do mundo, localizado em um vale próximo de Queenstown;
The Ledge Swing: É uma opção de bungee jump noturna. Onde você, além de se aventurar, confere uma paisagem lindíssima.
Curiosidades sobre Queenstown
Hernani conta que morou por mais de um ano na cidade e que, todos os dias, ao sair nas ruas, era como se estivesse em um cenário de filme. Ele destaca algumas informações sobre a região:
- Astronomia: Para quem gosta de observar estrelas, é uma ótima opção, muita gente que ama acompanhar o céu estrelado acampa por ali;
- Gastronomia: Tem diversos restaurantes na cidade. Portanto, para quem é fã de culinária, não faltarão opções;
- Wanaka: A princípio, de carro é uma viagem de mais ou menos uma hora de Queenstown, a cidade conta com trilhas super bacanas. E um dos principais pontos turísticos, é uma pequena árvore, que é famosa por ficar no meio de um lago, os visitantes costumam aproveitar para tirar fotos por lá;
- Empregabilidade: Para os estudantes de intercâmbio de longa duração, hospitalidade e turismo são as áreas que mais empregam na região;
- Frisbie Golfe: Um esporte diferente do que estamos acostumados, que mistura os dois esportes (frisbie e golfe) e, é popular em Queenstown. Ou seja, você tem que jogar o disco e acertar 18 cestas em um campo;
- Aos que pretendem pesquisar e ter mais informações sobre a cidade, o site 100% Pure New Zeland conta com uma página exclusiva da cidade, clique aqui para acessar.
Bastante conteúdo e informação, certo? Com isso, você já tem uma base para tirar o seu projeto do Intercâmbio na Nova Zelândia do papel. E se por acaso, ainda estiver com alguma dúvida, fique a vontade para me chamar e perguntar!
Publicado posteriormente no blog da: Experimento.
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